A Azul Linhas Aéreas vai reduzir a oferta de voos do seu hub de Recife para vários destinos no Nordeste a partir deste mês. Essa deve ser a primeira consequência mais relevante para a malha da região após a companhia ingressar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

A redução de voos já é notada em, pelo menos, cinco destinos, que sempre tiveram maior quantidade de voos à capital pernambucana. Além de Recife, os destinos são:

Natal
Fernando de Noronha
João Pessoa
Campina Grande
Aracaju
Perguntamos a companhia aérea se a redução de voos tem ligação com a eventual devolução de aeronaves ATR 72-600, que costumam operar os trechos, porém, até a publicação, não recebemos resposta. O espaço segue aberto.

Menos voos em junho
São 138 voos a menos nestas cidades em junho na comparação com maio.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram 414 partidas de Recife para os cinco aeroportos mencionados. Neste mês, estão previstas 276 partidas de Recife.

Como exemplos, havia média superior a 3 partidas diárias de Recife para Natal, agora a média prevista é de 2; de 2 para 1 em João Pessoa; de 4 para 2,6 em Noronha; de 2,5 para 2 em Aracaju, de 1,8 para 1,5 em Campina Grande.

Considerando que todos os voos são realizados com o turboélice ATR de 70 lugares, estamos falando de 9.660 assentos a menos por mês em Recife só em partidas para destinos do Nordeste.

Como consequência, um voo entre Recife e Natal, por exemplo, pôde ser encontrado, só ida, por R$ 4 mil em procuras realizadas nos últimos dias de maio.

Nordeste deverá ser o mais afetado
Com o agravamento da situação financeira da Azul e entrada em recuperação judicial, a região Nordeste deverá continuar sendo uma das mais afetadas do país em redução de voos, assentos e bases.

Após cortar voos em, pelo menos, cinco estados do Nordeste no primeiro trimestre do ano, a entrada da companhia com o processo voluntário de reestruturação de dívidas, sob o Capítulo 11 da Lei de Falências americana, e a recente informação da redução de 35% da frota, é possível que um novo passo de reduções de voos ocorra.

Na redução do 1º trimestre, a falta de aeronaves já foi caracterizada como causa da redução de voos na região Nordeste.

Em Fortaleza, a Azul terá uma das menores movimentações da história.

Em Recife, hub da companhia na região, entre os meses de maio e outubro de 2024 e 2025, há redução média de 17% em partidas da companhia e de 5% em assentos, de acordo com dados da Anac.

O fato da Azul iniciar voos internacionais utilizando-se de aeronaves de empresas como a portuguesa Euroatlantic (para Porto e Madri) pode ter relação com a necessidade de devolver aeronaves widebody (fuselagem larga).

Informações Diário do Nordeste


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